quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O futuro nosso de cada dia


Olhando para o desconhecido, estou sempre impressionado,
Envolto em uma capa que construi só para o passado,
Que não me protege nem quando olho para o lado.

Ah que bom seria proteger-me do que vem,
Tateando no escuro não vejo o que tem,
Nem sei se estendo a mão, ou me fecho, pois convém.

Fujo, tento me esquivar, mas sempre estou a olhar,
Esse imenso feito mar, vendo sempre o nascer,
Mas quero correr, pois não posso nas mãos ter.

Não, não nos dê hoje o futuro nosso de cada dia
Pois certo seria, que um tropeço assim viria
E preparado, certamente não estaria.

3 comentários:

Marcio RIbeiro disse...

Nas mateadas da manha, olhando a minha pequena imensidão, se é que existe isso, cliquei esta foto e de quebra pensei no que há de vir, e letrei nas teclas leves desta pena ,que hoje chamam notebook, o sigelo poema ...

Abraç(o____ aos que lerão !!!

Sheila disse...

Gostei demais desse... principalmente da "capa que criei só para o passado". É, o futuro e suas surpresas... Segue pensando aí, cunhado, pois sempre aprendemos com o futuro. Tanto o nosso qto o alheio!

Marcio Ribeiro disse...

Valew Sheila ... pela visita !!! ABraç(o______